Sobre COMO FORMATAR O SEU ROTEIRO

O guia COMO FORMATAR O SEU ROTEIRO surgiu há mais de dez anos durante o Laboratório Sundance de 1996, quando Tom Rickman, um dos colaboradores que veio de Los Angeles, reclamou da falta de unidade na apresentação visual e técnica dos roteiros brasileiros. A partir de um guia simples publicado numa página na então novíssima internet, foi crescendo aos poucos. Em 2002 foi ampliado, revisado e publicado pela Aeroplano, disponível em boas livrarias reais e virtuais como, por exemplo, a Submarino.
A versão originalíssima do guia continua online, disponível aqui e recomendado por sites como, por exemplo, o do BFI (British Film Institute).
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24 Comentários »
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Jorge Colistet disse,
13 de Abril de 2007 @ 10:31
Grande Diretor!!!!!!!!!!!
estou muito feliz em ver que voce está MUITO BEM.
Quando vamos almoçar????????????????
Estou com muitas saudades dos nossos papos e quem sabe não sai um documentário desses papos como o “GEOLOGIA”.
SEMPRE seu amigo,
Jorge Colistet
Ton Dourado disse,
21 de Maio de 2007 @ 11:27
Parabens… gostei muito do seu trabalho e estou usando seus exemplos nas aulas de roteiro que estou ministrando aqui em Brasilia.
Grande Abraço,
Ton Dourado
admin disse,
21 de Maio de 2007 @ 11:59
Muito obrigado Ton! Fico muito contente que o livro tem sido útil. Bem-vindo a FILMS e um grande abraço,
Hugo
ABEL MEDRADO disse,
29 de Maio de 2007 @ 22:13
Parabéns pela iniciativa, sou leigo em roteiros, porém as dicas muito me ajudaram.e, tenho certeza que ajudara outros.
Alysson disse,
12 de Março de 2008 @ 09:49
Eu quero esse guia de formatar Roteiro….
Como faço para obter?
Valeu
admin disse,
12 de Março de 2008 @ 09:58
oi Alysson, vejo que a Submarino está sem estoque no momento, tente as outras lojas virtuais, Livraria Cultura etc., e em último caso procure a editora Aeroplano.
Hugo
Angelo disse,
27 de Março de 2008 @ 12:53
Os Livros estão disponíveis na Livraria da Universidade Estácio de Sá-Tom Jobim.
Moira disse,
8 de Maio de 2008 @ 13:27
Queria saber onde poderia achar um filme, que não achei sequer onde encontrar;
Trata-se de “O Idiota”, em francês “L’Idiot”, de Georges Lampin, com Gerárd Phillipe e Edwige Feuillére, do romance de Dostoiévsk.
Jamais achei essa versão, só achei a do Kurosawa.
Se puder ajudar…
admin disse,
9 de Maio de 2008 @ 13:58
Oá Moira, tente a Amazon.fr (http://www.amazon.fr/b?node=405322&tag=bf-21&camp=1546&creative=5266&linkCode=ur1&adid=0MP0BAJFXESVATS5ECQZ&), acho que foi lançado em DVD lá, embora meio difícil de achar, com certeza.
grande abraço,
hugo
Flávio Leal disse,
11 de Julho de 2008 @ 17:03
Caro Sr. Moss,
Sou graduado, mestre e doutorando em Literatura. Meu interesse encontra-se na interface entre as artes: Literatura e Cinema. Como as linguagens configuram-se, realizam-se, lêem-se e apresentam-se. Farei o curso on line e gostaria de manter contato, pois pretendo levar, no futuro, estas discussões em pós-graduações de Letras. Grato.
Atenciosamente,
Prof. Flávio Leal
admin disse,
16 de Julho de 2008 @ 21:28
Obrigado Flávio, e desculpe a pequena demora em responder, estou passando alguns dias em Paraty e conectando menos. De qq forma obrigado pelo contato, interessante tema, a adaptação de literatura, a relação entre estas artes!
Hugo
Lena McCardell disse,
23 de Julho de 2008 @ 20:39
Olá Moss,
gostaria de saber onde existe na internet um jeito para formatar roteiros pra TV.
obrigada.
admin disse,
24 de Julho de 2008 @ 08:45
olá Lena,
Sei que a TV Globo tem seu próprio formato mas não sei se está explicado em algum lugar na internet, infelizmente.
Grande abraço,
Hugo
Flávio Leal disse,
24 de Julho de 2008 @ 17:42
Olá Hugo,
Obrigado pela atenção. Sobre meu interesse na interface entre Literatura e Cinema, há alguns aspectos que me chamam a atenção em ambas. A construção do personagem de ficção, por exemplo, o ambiente e a narrativa são aspectos intrigantes, na configuração do roteiro que LÊ a obra literária.
Como exemplo o filme “Memórias Póstumas de Brás Cubas” do Diretor e Roteirista André Klotzel, Brás Cubas é construído no filme como foi analisado por um crítico literário chamando Roberto Schwarz da USP, sob o aspecto da IRONIA E VOLUBILIDADE do capital. O filme demonstra constantemente que flerta com a crítica literária.
Outro exemplo é Les Miserables com Leam Nieeson (Jean Valjean) de 1998. Pergunto-me como o roteirista constrói o personagem: Instuição, Leitura ou Técnica?, pois Jean Valjean do Filme carrega todas os sentimentos humanos aflorados do livro de Vitor Hugo.
Dizer que são perspectivas distintas ou linguagens diferentes cairá no comum e na ausência de análises e argumentos.
Há tantos outros: O Conde de Monde Cristo; Frankenstein de Mary Shelley, Drácula de Bram Stoker; Três Mosqueteiros de Dumas; Hamlet e Romeu e Julieta; Brasileiros: O Homem do Ano, Cidade de Deus, Morte e Vida Severina, Canudos, Vias Secas, São Bernaro, Grande Sertão: veredas (Série), Matraga/ Terceira margem do Rio de João Guimarães Rosa e tantos outros.
Bom ter este espaço e o contato com você, Hugo. Desculpe-me o longo texto.
Estou à disposição e espero, no futuro, convidá-lo para algum congresso de Literatura.
Abraços,
Flávio Leal
admin disse,
25 de Julho de 2008 @ 09:28
Olá Flávio - tema interessantíssimo, inclusive terminei no início do ano uma difícil adaptação literária, do pequeno romance O Clube dos Anjos, de Luis Fernando Verissimo. Em cinema são principalmente as ações e reações dos personagens que revelam suas características e que carregam a narrativa, onde na literatura existe o estilo literário em si como elemento fundamental do discurso, portanto por um lado o cinema poderia ser considerado menos rico, pelo menos neste sentido. Ao mesmo tempo é de certa forma muito mais difícil de se fazer bem, tendo praticamente só uma série linear de imagens à sua disposição. Agora, como a experiência do expectador numa sala de cinama é de “estar” presente num drama visualmente estimulante, construindo a história aparentemente “ao vivo” na sua mente, pode ser tão rica quanto a literatura, certamente a grande forma artística do século 20.
Enfim, poderia falar durante 24hrs sobre isto…aceito convites para um congresso, claro!
Forte abraço,
Hugo
Flávio Leal disse,
25 de Julho de 2008 @ 14:01
Caro Hugo,
Sobre o expectador / leitor, nos Estudos Literários, há uma corrente de análise que toma o leitor como ponto fulcral: Estética da Recepção, dos alemães Wolfgang Iser e Jaus. O leitor é visto como transgressor e co-autor na construção da narrativa, preenchendo “espaços vazios” da obra. Talvez, no cinema, esta figura e a ação do leitor sejam mais ativas, presentes e interessantes, tornando o cinema mais atrativo no século XXI.
Pensar a conexão entre cinema e a literatura, em relação à ação dos leitores/expectadores, seria uma boa pesquisa e discussão para críticos e roteiristas.
Agradeço mais uma vez, meu amigo. Materemos contato e coloco-me à disposição.
Grande abraço,
Flávio Leal
admin disse,
25 de Julho de 2008 @ 17:50
Olá Flávio,
É claro que lendo um livro cada leitor constrói a história do zero na sua cabeça, mas na linguagem de cinema isto fica mais agudo ainda. Para dar um exemplo bobo: se mostramos um plano de um homem comum andando na rua e parando numa vitrine, seguido por outro plano dentro da loja de um belo pão ou bolo, o espectador constrói a idéia “Fome”. Temos aqui uma construção mais complexa, porque qualquer das imagens sem a outra não “diz” fome, é só na corte entre um plano e outro que a informação (história) surge.
Para um exemplo nada bobo recomendo o filme (mudo) “A Última Gargalhada”, de Murnau, primeiro filme se não me engano a ser tão bem construído neste sentido que nem cartelas precisava.
Forte abraço,
Hugo
P.S. sou amante apaixonado de literatura, só estou discutindo as diferenças, não julgando uma forma de expressão artística em cima de outra!
Flávio Leal disse,
29 de Julho de 2008 @ 15:52
Hugo,
Obrigado pela indicação! Já estou baixando o filme para vê-lo. Tenho uma pergunta: Observar a influência da Literatura sobre o Cinema é óbvio, mas o contrário é perceptível? Você conhece algum caso assim? Sei que o livro Cidade de Deus sofreu uma redução de páginas (Paulo Lins) após a produção do filme.
Uma curiosidade: o escritor Rubem Fonseca foi roteirista colaborador do filme “Homem do Ano”, baseado no livro de Patrícia Melo “O Matador”.
Outra questão: Como foi a sua criação do roteiro sobre a obra do Veríssimo (Gula)?
Abração,
Flávio Leal
admin disse,
31 de Julho de 2008 @ 13:53
Olá Flávio,
Existem alguns casos de livros escitos à partir de um filme, geralmente os “blockbusters” americanos, quando não adaptados de livros de John Grisham e cia., são publicados em livro, embora nada muito literário. Um exemplo mais erudito seria “2001 A Space Odyssey”, escrito por Arthur C. Clarke enquanto desenvolveu a história para o filme do Kubrick.
Mas a influência do cinema sob literatura do século 20, em termos gerais, se e como a chegada e crescimento do cinema teve efeito na criação literária - como a fotografia certamente teve algum efeito na literatura do século 19 - isto seria um bom tema para discussão!
Hugo
Flávio Leal disse,
18 de Agosto de 2008 @ 09:55
Caríssimo amigo Hugo,
Saudações,
Gostaria de saber se você conhece o livro: Historia do Cinema Mundial - Fernando Mascarello? Caso conhece, qual é a sua opinião?
Hugo, por que você não cria uma revista digital sobre Cinema? No Brasil, há uma carência de publicações nesta área e creio que, com a sua competência e conhecimento, seria muito interessante.
Abraços
Flávio Leal
admin disse,
20 de Agosto de 2008 @ 10:34
Caro Flávio, muito obrigado pelo voto de confiança - a lista de coisas que gostaria de ter tempo de realizar é grande, uma frustração constante nesta vida. Vou continuar aqui no blog até acabar meu conhecimento de bons filmes e depois veremos!
abraçaõ
Hugo
Flávio Leal disse,
22 de Agosto de 2008 @ 08:43
Caro Hugo,
Assisti ontem ao filme “A última gargalhada” de Murnau, que você me indicou! Maravilhoso é o expressionismo alemão!
Este porteiro velho encarna a posição profissional (imagem social), mas quando o gerente do hotel Atlantic o rebaixa ao cargo de ajudante de banheiro, ele sofre muito. Em relação à perspectiva (imagem) do filme, o personagem é construído pelo olhar. Realmente, nem precisa de papeleta. Fabuloso! Agradeço a indicação. Estou em busca agora de Buñuel, Los olvidados, pois não conheço este filme. Adoro de Buñuel: Ese oscuro objeto de mi deseo.
Abraços e obrigado.
Do amigo, Flávio
admin disse,
25 de Agosto de 2008 @ 12:50
Pois é Flávio, é maravilhoso, não é? Fico muito contente que gostou, vc viu que fiz um grande elogio ao cinema mudo no meu último “post”, sobre The Wind - estou meio sem tempo para o blog no momento, muita coisa acontecendo me atrapalhando, mas em breve se normaliza.
grande abraço,
Hugo
Roberta disse,
14 de Novembro de 2008 @ 17:54
Olá Hugo!
Adorei o seu blog e irei fazer o seu curso on line. Sou estudante de jornalismo e apaixonada por filmes e documentários. Espero aprender muito com você!!!!
Abraços e até breve,
Roberta